sábado, 11 de dezembro de 2010


Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


Cecilia Meireles

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010



Cinco coisas que aprendi com o lápis

                        Cinco coisas que aprendi com o lápis...

1° qualidade: Vc pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer
nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
2° qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas
no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
3° qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para
apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos
não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no
caminho da justiça.
4° qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua
forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide
daquilo que acontece dentro de vc
E Finalmente a 5° qualidade: O Lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que vc fizer na vida, irá deixar traços..

(Paulo Coelho)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

30 anos sem John Lennon

Há exatamente 30 anos, o sonho, que ele tanto pregava, chegava ao fim. Em 8 de dezembro de 1980 John Lennon era assassinado diante de sua residência, o edifício Dakota, em Nova York.
Em uma noite fria, o jovem Mark Chapman, que se dizia fã de Lennon, atirou cinco vezes contra o músico. Chocou não apenas o gigantesco exército de fãs dos Beatles, com toda uma geração que acreditava nos ideais de paz e de amor propalados por Lennon nos últimos anos de sua carreira.
Quando morreu, aos 40 anos, Lennon há tempos havia deixado para trás a fama de rebelde, pela qual sempre foi identificado. Idealizador da banda mais famosa de todos os tempos, havia mantido os holofotes em sua direção durante os anos de beatlemania, seja por seu incontestável talento como compositor, seja pela postura de contestador.
Em 1970, rompeu com os Beatles e passou a dedicar-se a trabalhos solo. A época também foi marcada pelo casamento com a artista plástica japonesa Yoko Ono, eternamente acusada de ser o estopim do fim do grupo, mas, ao mesmo tempo, grande incentivadora de seu lado mais político.
Apenas um mês após lançar seu último álbum, “Double Fantasy”, Lennon era abordado por um suposto fã que lhe pediu um autógrafo no novo LP, no que foi gentilmente atendido. Cerca de 5 horas depois, foi friamente morto pelo mesmo homem, no mesmo local quando voltava pra casa.
Reza a lenda que Chapman era obcecado por John, com direito a imitações de seu estilo e até mesmo um casamento com uma japonesa mais velha. A idolatria abusiva, porém, afetou sua saúde mental e lhe tirou a noção da realidade.
Segundo o próprio, o ataque aconteceu porque ele havia passado a crer que o ídolo era uma farsa e não merecia viver.
Mas pra todos que tem Lennon como inspiração, ele continua vivo através de suas letras e melodias incomparáveis.


" Imagine que não existem países
Não é difícil fazê-lo.
Nada pelo que matar ou morrer
Tampouco religiões.
Imagine todos os povos.
Vivendo em paz
Você até pode dizer que sou um sonhador.
Mas não sou o único.
Espero que algum dia você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só.
Imagine que não existem posses.
Eu me pergunto se você consegue
Não precisar de ganância ou fome
Uma fraternidade humana
Imagine todos os povos
Partilhando o mundo."

John Lennon

sábado, 4 de dezembro de 2010



Uma forma de amar...

Tão estranho a forma de amar, amamos e sentimentos ciúmes,
ciúmes bobo, muitas vezes inconveniente.
Amamos e sentimos medo, um medo de um dia estar só,
de que a pessoa amada siga em viagem sem lhe presentear com uma passagem para o mesmo lugar.
Amamos e sentimos raiva, raiva de não sermos entendidos, como se a pessoa amada tivesse a obrigação de ter o dom da premonição, e pudesse nos compreender pelo menos naquele momento que mais estamos chateados.
Amamos e sentimos muitas vezes rejeição, pelo simples fato de não ser notado o novo corte de cabelo, a nova roupa, a nova investida.
Amamos e nos tornamos loucos, loucos pela felicidade a dois, um mundo colorido feito para apaixonados.
Loucos pela vida, como se o hoje fosse um dos dias dos milhões que ainda viveremos.
Tão estranho a forma de amar,
Somos muitos em um só, muitos sentimentos, muitos desejos, muitos planos...
Não quero dominar o amor, quero que o amor nos domine.
Pois amor que é AMOR, é tudo... é certeza, é companhia, é amizade, é paixão, é criança, é eterno.
Tão estranho esta forma de amar,
que me perco até nos versos mais simples de um poema, pois tem tantas formas de se escrever sobre o amor, algumas simples outras complexas, mas todas com o mesmo sentido, que o amor tudo supera.



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A lição da borboleta 


Um dia, uma pequena abertura  apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por  várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu  corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então  pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.




O homem  decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do  casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a  borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se  abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se  afirmar com o tempo. Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca  foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar  não compreendia era que o casulo apertado e o esforço  necessário à borboleta para passar através da pequena  abertura era o modo com que Deus fazia  com que o fluido do corpo  da borboleta fosse para as suas asas, de modo que  ela estaria pronta  para voar uma vez que estivesse livre do casulo.




"Algumas vezes, o  esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas. Se Deus  nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer  obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não  iríamos ser  tão fortes como poderíamos ter sido. Nós  nunca poderíamos voar."


(Desconheço o Autor)