terça-feira, 4 de setembro de 2012

Nosso pequeno Castelo


Já longe de tanto fumaça 
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz 
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha 
Não olhe agora, estou olhando pra você (2x)
Me faça um gesto, me faça pertoMe dê a lua que eu te faço adormecer (2x)
Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi 
Já não ilumina quando te beijar 
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar 
Que na rua dia desses me perdi
 Esqueci completamente de vencer 
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
Já longe de tanto fumaça 
Menina que manda seus beijos com graça 
Me faça rir, me faça feliz 
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você (2x)
Me faça um gesto, me faça perto
 Me dê a lua que eu te faço adormecer (2x)
Anoitecerá 
Na estrada o farol de quem se foi
 Já não ilumina quando te beijar 
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar 
Que na rua dia desses me perdi
 Esqueci completamente de vencer 
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer? (4x) 
Acontecerá








quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O amor acaba


O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Paulo Mendes Camos

sábado, 3 de dezembro de 2011



"Não vou obrigar ninguém a permanecer na minha vida,
mas se não for ficar, por favor, não entre."

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Impossível carinho












Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo

Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

domingo, 10 de abril de 2011

Lendo...


..vi Gabriel olhar p/ o céu. Num movimento discreto, ele virou as palmas das mãos p/ cima e fechou os olhos. Os anéis de prata cinzelada que ele usava faiscaram ao sol. Imediatamente, como se em resposta ao seu comando silencioso, raios solares atravessaram as nuvens e inundaram as quadras de luz dourada..